
A 5ª Câmara Cível do TJRS considerou que determinado advogado, que atuou de forma negligente e desidiosa ao não ajuizar ação para a qual foi contratado, deverá pagar mais de R$ 20 mil de danos a seu cliente.
VINTE MIL! Imagina que causa era essa!
Daí vem a pergunta, por que… ó Deus dos miseráveis, por que economizar com advogados??
Que tal um “engenheiro civil” que vai te cobrar só cincão pra construir a casa dos seus sonhos? E um contador que vai cobrar meio salário mínimo para sua empresa que fatura milhões? Hein, hein? Nah… já sei! Bom mesmo é uma cirurgia cerebral a lá Nick Riviera!
Não? E por que não? Ah… porque nesses casos o mais barato não é necessariamente o melhor?
E o que dizer dos advogados?
Ok, ok… sem piadinhas…pergunta ruim, já entendi!
O que quis dizer é… Por que economizar com advogados? Porque somos abutres, sanguessugas, desalmados que só pensamos em dinheiro? Ok, tudo bem, Tereza de Calcutá!
A verdade é que o bom advogado, o bom profissional, em qualquer área…bom ele deveria cobrar caro mesmo, ora essa! Até DEUS já falou isso!
Um colega de trabalho, uma vez, negociando seus honorários com um potencial (e rico) cliente deparou-se com uma conversa mais ou menos nesse tom:
- Então Sr., meus honorários para sua causa ficarão em R$ 15.000,00, mais meio salário mínimo para acompanhar a ação nos Tribunais, mais um bônus de R$ 10.000,00 em caso de sucesso. Esse valor parece adequado?
- Adequado para você. Ora essa, a causa já está praticamente ganha! Já fiz todo o trabalho te explicando tudo! Eu arranjei as provas! Além do mais, estou no meu Direito!!! Esse valor é um absurdo!
- Dr., por que motivos o Sr. me procurou?
- Porque me indicaram, mas não achei que fosse ser explorado…
- A pessoa que me indicou, é confiável?
- Sim, claro!
- E ela ficou satisfeita com meus serviços?
- Certamente, oras… ela o indicou!
- E o senhor acredita que ela pagou um valor diferente do que o senhor pagou?
- Não, sei… oras! Como posso saber? Não cometeria essa indiscrição!
- Façamos o seguinte: o senhor sabe, melhor do que eu, o quanto essa ação vale. Além das implicações não-econômicas, certo?
- Certo.
- Tenho certeza que a questão em juízo é bastante importante para o senhor, não é mesmo?
- Obviamente.
- Sendo assim, a opção fica por conta do senhor: Se o senhor pagar os R$ 25 mil que estou propondo, o sr. terá um serviço que vale… R$ 25 mil! Agora, se o sr. quiser pagar R$ 15 mil, terá um serviço de R$ 15 mil a seu dispor. Todavia, se quiser pagar R$ 5 mil, terá um serviço de R$ 5 mil. Tendo em vista o que está em jogo, o que o sr. prefere?
E vocês, o que prefeririam?
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