
No mito de Teseu, herói ateniense, conta-se a história de Procusto, vilão que amarrava suas vítimas em um leito de ferro. Se estas fossem menores que o leito, ele esticava-lhes, e se fossem maiores, cortava as partes que sobravam… só de zoeira!
Got the picture?
Dessa lendária história, surgiu a expressão “esforços procrusteanos”, utilizada por Keith Merron, para criticar a atitude de muitos consultores que obrigam seus clientes a se encaixarem no sistema de consultoria, sem levar em consideração suas singularidades!
A idéia correta é adaptar a solução ao cliente, não o contrário.
Esse problema é particularmente preocupante para advogados, pois seus clientes, freqüentemente, não têm a menor idéia do que querem ou precisam, ou têm uma concepção muito simplória do que deve ser feito. Em bom português? A solução para todos os problemas é “entrar na justiça”, ou aplicar um modelão.
O advogado crítico, ao se portar como consultor jurídico, deve atentar para as necessidades de seu cliente… para as REAIS necessidades de seu cliente, mesmo que ele não saiba bem quais sejam. Ademais, deve ser ético o suficiente para recusar determinado serviço se souber que não haverá utilidade para seu cliente.
Ah, e o destindo do Procusto? Teseu amarrou-o à tal cama e rancou-lhe a cabeça fora!
D&M, cultura de orelha de livro!
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