Seguindo dica do MAPGonçalves, segue tradução livre de um post publicado no blog do Larry Bodine sobre grandes corporações contratando pequenos escritórios. Clique no link para ler o original em inglês.
De acordo com a Bloomberg.com, Companhias americanas passaram a contratar firmas com menos de 300 advogados para o seu rol de consultores externos e economizando pelo menos se comparado aos honorários de firmas de Wall Street com mais do triplo desse tamanho. Escrevi [o autor original, obviamente] sobre essa tendência em Pendulum Swings in Favor of Mid-size Law Firms no LawMarketing Portal.
As corporações atingidas pela recessão estão adotando um modelo utilizado pela DuPont Co., que passou a pressionar os escritórios por honorários pré-fixados ou por discontos de 10 a 25%, conforme informa a Bloomber.com. [comentário importante: nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, a maior parte dos advogados cobra por hora, o que é uma prática bastante criticada por lá, pois não permite que as empresas se programem para esses gastos]. Custos menores de pequenas firmas, como a Hiscock & Barclay LLP (210 advogados), permitem que estas cobrem menos que uma DLA Piper LLP ou uma Latham & Watkins LLP, que têm milhares de advogados. [Outro comentário, essa classificação por número de advogados foge COMPLETAMENTE à realidade brasileira!!!] Sócios de pequenas firmas cobram entre $500 e $600 a hora no máximo em comparação com os $1,000 cobrados em grandes escritórios de New York.
“Quando chega o momento em que o conselho de administração passa a procurar por arranjos alternativos de cobranças, a área de jogo se nivela de forma que ofertas de pequenas firmas a grandes clientes, que teriam sido ignoradas, se tornam viáveis”, disse Thomas Sager, Conselheiro-Geral da DuPont’s, em entrevista.
Começando por 1992, a DuPont de Delaware, terceira maior fabricante de químicos dos Estados Unidos, determinou a redução de seus contratos com escritórios de advocacia, estabelecendo critérios rigorosos para cortar custos e aumentar o valor agregado de serviços legais. No rol da Companhia, atualmente, incluem-se oito das 100 maiores firmas dos EUA e, também, 4 vezes esse número de pequenas firmas, cuja “flexibilidade e criatividade” na cobrança é admirada por Sager.
Alto Custo
Pequenas firmas oferecem trabalho de qualidade com preços reduzidos, pois são geridas de modo mais conservador, com menores escritórios, menor número de advogados juniores e menor custo, conforme Todd Phillips, sócio-gerente da Wick Phillips LLP, um escritório de Dallas de 12 advogados. “Em muitos escritórios de grande porte, as despesas são tão extensas que impulsionam suas taxas exarcebadamente,” diz Phillips. “Eles têm menos possibilidade, ou vontade, de negociar diferentes formas de honorários por medo de estarem dando um tiro no próprio pé”.
‘Você me terá’
Enquanto companhias vão continuar a usar grandes firmas para alguns trabalhos de grande importância, pequenos escritórios podem arcar com casos e ações mais rotineiras, como patentes, questões imobiliárias, relações de emprego e trabalhos de imigrantes, segundo a opinião de Rachel Hayes, consultora da Framingham, Massachusetts-based Wellesley Hills Group.
“Na maioria dos escritórios grandes, os clientes acabam tratando com algum associado contratado recentemente,” J. Joseph Bainton, advogado da filial de New York da Smith, Gambrell & Russell LLP sediada em Atlanta, comentou em entrevista. “Quando você me contrata, você me terá.”
Os sócios da Smith Gambrell cobram de 10 a 20% menos que grandes firmas e dão a seus clientes mais atenção do que teriam em qualquer outro lugar, diz Bainton.
Bainto dirigiu, anteriormente, uma firma de nove advogados em New York. Juntou-se à Smith Gambrell, com 189 advogados, em companhia de cinco de seus colegas em Dezembro último.
Boutiques Jurídicas
Uma firma com menos de 50 advogados que se especializa em algumas áreas é comumente conhecida como boutique. Smith Gambrell e outros escritórios que possuem entre 50 a 300 lawyers são considerados, tradicionalmente, medianos. Os 10 maiores escritórios americanos, com filiais por todo o globo, têm mais de 1.500 advogados em seus quadros.
A desaceleração econômica atingiu as grandes firmas gravemente. Escritórios como a DLA Piper, com 3.785 advogados, sediada em Chicago e Dewey & LeBoeuf LLP, com sede em New York, restringiram o pagamento anual a alguns de seus sócios. Mais da metade das 50 maiores firmas demitiram associados e paralegais, antecipando o declínio de seu retorno financeiro.
“Estes não são épocas de grande economia para ninguém, mas há várias oportunidades para firmas como a nossa,” James Yates, sócio gerente da Wyrick Robbins Yates & Ponton LLP, disse em entrevista.
Direito & Mercado, traduzindo o “juridiquês” para o português de qualquer língua!
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