Quanto custa entrar na Justiça?

April 25th, 2009 § 22 comments

Eita título chamativo, não? Hoje, resolvi googlar essa entrada para ver se alguém já havia divulgado algum estudo com relação a isto… não achei NADA!

Não é querendo puxar a sardinha para o meu post, não… realmente não encontrei NADA! Se alguém encontrar, por favor me avise para colaborar com a discussão, beleza?

Mas e aí, quanto custa entrar na Justiça?

Depende.

É triste mas é verdade!

É triste mas é verdade!

 

 

Beleza resposta, não? Mas é a pura verdade. Vejamos o que é preciso levar em consideração no cálculo:

Custas Processuais

O que são elas? São as “taxas” que você paga para ajuizar uma ação, para recorrer, para embargar, para agravar, para um monte de outros verbos no infinitivo que fazem parte da mais estrangeira das línguas nacionais: o juridiquês.

Infelizmente, no Brasil, as custas processuais não são padronizadas. Cada jurisdição tem a sua. Como a maioria dos nossos leitores é composta por empresários e autônomos, vou limitar a discussão à jurisdição comum estatal.

Melhor ainda, vamos simular uma cobança por um serviço não pago, ok?

Sérgio Ficção da Silva é publicitário e fechou um contrato com a Skavurska Entretenimentos Ltda para fazer toda a sua identidade visual, o que ele fez a contento, mas empresa não o pagou. Ele terá de entrar com uma ação de cobrança, para reaver os R$ 20.000,00 que lhe são devidos.

Aqui no DF, o TJDFT (sopa de letrinhas que significa Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) fixou as custas em uma tabela no seu site institucional. No caso que estamos comentando, Sérgio teria de recolher, inicialmente, 2% do valor da causa, o que daria R$ 400,00, mas há um teto de R$ 288,98.

Além disso, Sérgio terá de arcar com as custas de citação: R$ 9,65.

Ok, pra simplificar a situação, vamos nos manter nisso por enquanto.

Claro, se Sérgio ganhar a ação, ele será ressarcido nesses valores, mas por enquanto já teve de desembolsar R$ 298,63.

Barato por uma crédito de R$ 20.000,00, certo? Agora vem o custoso…

Honorários advocatícios

Claro! Por esse valor, ele não pode entrar no juizado especial sem advogado, logo… a menos que ele queira abrir mão de tudo que exceda 20 salários mínimos… ele terá de contratar um advogado.

E quanto ele cobrará? Depende. :D

Complicada essa pergunta. Depende do advogado, oras. Mas existe um parâmetro objetivo… ele não poderá cobrar ABAIXO da tabela da OAB-DF! Melhorou, né? Vamos ver quanto isso ficaria.

Para ajuizar uma ação de cobrança, o advogado deve cobrar, no mínimo, entre 10 a 20%, tendo como mínimo 15 URH (unidade referencial de honorários), o que daria R$ 1805,40. Mas, no caso, Sérgio teria de desembolsar, no mínimo, R$ 2.000,00, independentemente de êxito, obviamente.

Acabou? Sim… se Sérgio vencer a causa E a Skavurska não apelar… quais as chances disso acontecer?

Ok, Skavurska apelou e Sérgio terá de contestar. Para contestar, o advogado hipotético de Sérgio irá cobrar-lhe mais 40 URH, o que dá mais R$4814,40.

Até agora deu o que? R$ 7113,03 se, e somente se, não tiver nenhuma complicação no meio do processo… não colocamos a necessidade de cautelares, oposição de embargos, interposição de agravos de instrumento e outros recursos.

E também não levamos em consideração recursos especiais e extraordinários no Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.

E também não levamos em consideração se a Skavurska resolver… atrapalhar a fase de execução.

Mas o lado bom é que, particularmente no caso de Sérgio, os gastos com advogado podem ser cobrados de Skavurska!

Por que isso?

No próximo post, a gente conta! ;)

D&M, um gostinho de quero mais!

Se você gostou desse post, leia também:

  1. Quanto custa entrar na Justiça (2)?
  2. Quando custa criar um contrato personalizado para prestação de serviços?
  3. “Justiça decide: esperma é propriedade da mulher”
  4. Quanto você pagaria por uma conversa?

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  • Paula

    Muito bom o tema e a abordagem.

    Custos tão altos para ingressar na Justiça explicam a quantidade de “caras de pau” que fazem, logo à inicial, pedido de benefício da Justiça Gratuita.

    Felizmente, é raro os juízes averiguarem o merecimento de assistência judiciária gratuita, concedendo sem pensar duas vezes.

    E, assim sendo, considero recomendável fazer o pedido de Assistência Gratuita logo à conlcusão de sua inicial, sem maiores riscos.

    Oposições?

  • Paula

    Muito bom o tema e a abordagem.

    Custos tão altos para ingressar na Justiça explicam a quantidade de “caras de pau” que fazem, logo à inicial, pedido de benefício da Justiça Gratuita.

    Felizmente, é raro os juízes averiguarem o merecimento de assistência judiciária gratuita, concedendo sem pensar duas vezes.

    E, assim sendo, considero recomendável fazer o pedido de Assistência Gratuita logo à conlcusão de sua inicial, sem maiores riscos.

    Oposições?

  • http://www.nunomedia.com Nuno

    Cara muito bom, seu blog. Um dia fico advogado. Sinceramente o mundo esta demais. Com todo respeito, eu nao gosto muito de advogados nao (aqueles de defendem o impossivel e salvam o que para todos esta claro que é o culpado), por vezes parece que o melhor é quem tem mais lingua. Mas belo post, parabens!
    Mas de quem sera o problema (pois conseidero isto um problema, visto que se o cara for um free-lancer e com o risco de nao ganhar pois a empresa tem outros bons advogados, como ele ganha coragem (se nao tiver dinheiro) para recorrer? de quem a culpa?

  • http://www.nunomedia.com Nuno

    Cara muito bom, seu blog. Um dia fico advogado. Sinceramente o mundo esta demais. Com todo respeito, eu nao gosto muito de advogados nao (aqueles de defendem o impossivel e salvam o que para todos esta claro que é o culpado), por vezes parece que o melhor é quem tem mais lingua. Mas belo post, parabens!
    Mas de quem sera o problema (pois conseidero isto um problema, visto que se o cara for um free-lancer e com o risco de nao ganhar pois a empresa tem outros bons advogados, como ele ganha coragem (se nao tiver dinheiro) para recorrer? de quem a culpa?

  • henriquearake

    Oi, Paula!

    Valeu pela contribuição. De fato, a maioria dos juízes não averiguam o cabimento de assistência judiciária gratuita… mas alguns o fazem, e isso pode causar sérios transtornos ao cliente, se ele não se enquadrar no caso.

    Há quem diga (e bastante gente, até) que isso seria crime de falsidade ideológica. Tudo bem que, recentemente, um HC foi julgado no STJ sobre o assunto, mas o réu foi livrado porque o juiz indeferiu o pedido de gratuidade. Nesse caso, entendeu-se que não houve dano à fé pública.

    É uma estratégia perigosa, cuidado, beleza?

  • henriquearake

    Ah, e ainda tem a multa do parágrafo 1o do art. 4o! :D

  • henriquearake

    Tudo bem, conhece aquela do amigo advogado?

    “- Quanto você cobra para me responder duas perguntas?

    - Quinhentos reais! Qual é a segunda?”

    Difícil gostar de alguém assim, né? :)

    Nuno, eu compreendo a sua indignação a respeito de advogados que “defendem o impossível” e buscam salvar alguém que, para todos, não haveria dúvida de que ele é culpado… mas isso não está certo. Desculpe.

    Num post anterior, comentei sobre um advogado que AJUDOU a condenação de seu próprio cliente. http://direitoemercado.wordpress.com/2009/03/15/stj-anulou-processo-em-que-advogado-pediu-a-condenacao-do-cliente/

    Há que se ponderar o seguinte… julgamentos são técnicos. Se você errar em alguma formalidade, você pode perder algo a que tem direito. Por isso a necessidade de um advogado, compreende? Dito isso, o cliente foi acusado de um crime (pra facilitar a discussão) como furto.

    Melhor ainda! Casal Nardoni! Eles certamente mataram a filha, mídia said it so then it must be truth…

    Uma das defesas deles foi que praticamente NENHUM júri estaria despido de preconceitos ao julgá-los porque “para todos” está claro que eles são culpados. Mas claro como? Quais provas? Você realmente acha que a polícia e afins iriam liberar todas as provas para a imprensa?

    A imprensa lida com o que sabe, o que freqüentemente não é muito, e com medos e preconceitos de seus telespectadores.

    Quando você lida com direito penal, de maneira isenta, você descobre que dificilmente você tem realmente certeza do que ocorreu. E o juiz precisa sentenciar!

    O advogado do acusado tem o dever de oferecer a melhor defesa… qual seria a alternativa? Deixar o acusado sem a menor chance de defesa? E se, por acaso, ele for inocente mesmo? Ferrou, né?

    Claro, existem as defesas técnicas e as… digamos… eticamente duvidosas, não é às últimas que me refiro.

    Cuidado com seu preconceito, o acusado injustamente pode ser, Deus o livre, você no futuro.

    Com relação ao problema hipotético do post, bom… o problema é do freelancer, infelizmente. Agora, se ele realmente não tiver condições para contratar um advogado, nem para ajuizar ações, ele pode requerer gratuidade de justiça (que o isenta por 5 anos das custas) e a) requerer advogado dativo ou b) contratar um advogado para trabalhar por meio de contrato de risco.

    A culpa? Depende… qual dos dois é meu cliente? :D

  • Liana

    É importante notar que o alto custo de se acionar a justiça para solução de conflitos é algo levado em conta mesmo pelo próprio Estado antes de promover uma execução fiscal.

    Nos termos da Portaria 49/2004 – Ministério da Fazenda (artigo 1º, inciso II), sobrepesando custo x benefício, a Procuradoria da Fazenda Nacional nem se dá ao trabalho de ajuizar execuções fiscais em relação a débitos inferiores a R$ 10.000,00.
    Isso mesmo: ‘perdão informal’ de dívidas de menores valores
    (o que tem feito procuradorias cogitarem outros modos de cobrança: protesto de CDA, Serasa…)

    O alto custo de manutenção do aparato jurisdicional enseja a indagação prévia “Vale a pena?” para todo mundo — lógico, quando se trata de cobranças…
    E, por mais que digam que isso é reflexo da excessiva judicialização de conflitos, – a velha idéia do círculo vicioso -, como é que se resolve isso? Ou não se resolve?

  • Liana

    É importante notar que o alto custo de se acionar a justiça para solução de conflitos é algo levado em conta mesmo pelo próprio Estado antes de promover uma execução fiscal.

    Nos termos da Portaria 49/2004 – Ministério da Fazenda (artigo 1º, inciso II), sobrepesando custo x benefício, a Procuradoria da Fazenda Nacional nem se dá ao trabalho de ajuizar execuções fiscais em relação a débitos inferiores a R$ 10.000,00.
    Isso mesmo: ‘perdão informal’ de dívidas de menores valores
    (o que tem feito procuradorias cogitarem outros modos de cobrança: protesto de CDA, Serasa…)

    O alto custo de manutenção do aparato jurisdicional enseja a indagação prévia “Vale a pena?” para todo mundo — lógico, quando se trata de cobranças…
    E, por mais que digam que isso é reflexo da excessiva judicialização de conflitos, – a velha idéia do círculo vicioso -, como é que se resolve isso? Ou não se resolve?

  • henriquearake

    Oi, Liana! Obrigado pela participação!

    Sabe que, particularmente no caso da União, eu não concordo com isso? Mormente em execuções fiscais… Ela já tem, em seus quadros, o seu jurídico, ou seja, o gasto com “advogados” ela já tem. E ela não paga custas! Que economia seria essa então?

    Ademais, para esse valor, nós temos a Justiça Federal Especial, certo? Que, pelo menos aqui na primeira região, é toda eletrônica, o que torna tudo mais econômico!

    A solução? Bom, a solução seria investir nas RDAs, né? Mas não vejo muita vontade política para isso.

  • http://www.netevida.com Jackson Jorge

    Hahaha… Muito bom o post, mas a “piada” do amigo advogado to rindo até agora…

    Agora voltando ao post, realmente é complicado o custo, pior ainda o que costuma acontecer aqui na minha cidade, e aconteceu comigo… A prefeitura obrigou retirarmos nossa casa porque de acordo com “um novo projeto” que eles fizeram ela ficava na rua, fomos obrigados a sair às pressas da casa e derrubar sem nem um centavo de indenização, procuramos advogado para o caso, ele aceitou e depois de muita demora e lenga-lenga, descobrimos que a prefeitura tinha pago um valor mais alto para ele do que daria os nossos honorários… Mas.. vamos à luta né!

  • http://www.netevida.com Jackson Jorge

    Hahaha… Muito bom o post, mas a “piada” do amigo advogado to rindo até agora…

    Agora voltando ao post, realmente é complicado o custo, pior ainda o que costuma acontecer aqui na minha cidade, e aconteceu comigo… A prefeitura obrigou retirarmos nossa casa porque de acordo com “um novo projeto” que eles fizeram ela ficava na rua, fomos obrigados a sair às pressas da casa e derrubar sem nem um centavo de indenização, procuramos advogado para o caso, ele aceitou e depois de muita demora e lenga-lenga, descobrimos que a prefeitura tinha pago um valor mais alto para ele do que daria os nossos honorários… Mas.. vamos à luta né!

  • henriquearake

    WHOA! Coméquié?

    Quanto à desapropriação, bom… fazer o que… é a vida nesse Brasilzão… mas você tem direito a ser indenizado sim, vai demorar, mas é seu direito.

    O que não entendi foi “descobrimos que a prefeitura tinha pago um valor mais alto para ele do que daria os nossos honorários… Mas.. vamos à luta né!” Como assim? O cara foi subornado? Hein? Hã? Explica melhor porque isso é sério!

  • http://www.nunomedia.com Nuno

    Henrique,
    Desculpe-me pelo preconceito… Mas veja algo…
    Eu sei que tv quer audiencia e quanto mais durar o problema, melhor para eles… mas quando digo que nao gosto disto tudo de acusacao, (estes processos judicias) é que em minha optica muitos nao sao justos…
    Porque, 1- o advogado esta la, para defender o seu cliente, mas se o cliente nao tiver condicoes? se ferrou! ate ele conseguir provar (se algum dia conseuir) ele passou anos e anos na cadeia…
    Eu axo que as empresas têm vantagem quando disputam contra uma pessoa. Simples

    Acho que vi muito filme de advogado, hahaha, mas admiro o trabalho de um advogado, mas por vezes me parece que conta quem tem mais lingua.

    Pensado agora, minha frustacao nao vai contra os advogados mas contra o “sistema” que pune o pobre com 10 anos por passar fome e nao ter outra via e alguem importante (pesado, talvez do governo) simplesmente perde o cargo…
    Enfim, culpado é o sistema… Temos que viver com ele.

    Ps: coitado do freela, acho que toda pessoa devia ser um advogado…

  • http://www.nunomedia.com Nuno

    Henrique,
    Desculpe-me pelo preconceito… Mas veja algo…
    Eu sei que tv quer audiencia e quanto mais durar o problema, melhor para eles… mas quando digo que nao gosto disto tudo de acusacao, (estes processos judicias) é que em minha optica muitos nao sao justos…
    Porque, 1- o advogado esta la, para defender o seu cliente, mas se o cliente nao tiver condicoes? se ferrou! ate ele conseguir provar (se algum dia conseuir) ele passou anos e anos na cadeia…
    Eu axo que as empresas têm vantagem quando disputam contra uma pessoa. Simples

    Acho que vi muito filme de advogado, hahaha, mas admiro o trabalho de um advogado, mas por vezes me parece que conta quem tem mais lingua.

    Pensado agora, minha frustacao nao vai contra os advogados mas contra o “sistema” que pune o pobre com 10 anos por passar fome e nao ter outra via e alguem importante (pesado, talvez do governo) simplesmente perde o cargo…
    Enfim, culpado é o sistema… Temos que viver com ele.

    Ps: coitado do freela, acho que toda pessoa devia ser um advogado…

  • henriquearake

    Mas é claro que empresas, via de regra, têm vantagens contra pessoas físicas… mormente consumidores. Para isso temos o Código de
    Defesa do Consumidor, que protege até demais eu diria.

    Entenda, também, que não me ofendi com o comentário! :D Sua visão é válida e muito bem-vinda, beleza?

    Coitado do freela, não! É só me contratar! :D Zoeira… na verdade eu acredito que todo mundo deveria conhecer BEM os seus direitos e se precaver antes de celebrar determinados negócios jurídicos.

    Quanto à bronca contra o sistema… bom… não é num comentário que vamos resolvê-lo, certo?

  • Pingback: Tenha o seu advogado! « Direito & Mercado

  • Meister

    Li a alguns anos atras um adesivo, ja nem sei mais onde ” ADVOGADO VOCE AINDA VAI PRECISAR DE UM”. Oh!God, sempre pensei que advgados era par trambiquerios. Hoje vjo que aquee medo que me persegia tornou-se realidade. Precisei de um advogado por que o Banco Itau estava me roubando nos juros e txas, etc… Espero vencer esta batalha. Será que tods vão precisar de um advogado?

  • Meister

    Li a alguns anos atras um adesivo, ja nem sei mais onde ” ADVOGADO VOCE AINDA VAI PRECISAR DE UM”. Oh!God, sempre pensei que advgados era par trambiquerios. Hoje vjo que aquee medo que me persegia tornou-se realidade. Precisei de um advogado por que o Banco Itau estava me roubando nos juros e txas, etc… Espero vencer esta batalha. Será que tods vão precisar de um advogado?

  • henriquearake

    Benjamin Franklin estava correto: ” in this world nothing can be said to be certain, except death and taxes”. Só faltou acrescentar que em ambas as situações, um advogado sempre estará presente.

    Estou com uma ação de partilha agora mesmo. Partilha de bens ocorre após o falecimento de alguém.

    Continue participando do blog!! :D

    A propósito, escrevi um post sobre esse lance de taxas e juros bancários, procura lá!

  • Jose Haniel

    Só quero ver a explicação de por que as custas serem assim tão altas, pois eu não consigo de forma alguma colocar isso na minha cabeça. Não consigo me conformar com um Estado que arrecada um mundo literalmente em impostos e ainda cobra custas para prestar um serviço público! Estou aguardando o próximo post, hein Dr. Arake.

  • Sonia

    acredito que sim eu mesma vou precisar e eu nunca pensei que ia precisar.

Dados do post