NDAs para Freelas (Dever de sigilo)

June 2nd, 2009 § 10 comments

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Versão do post originalmente publicado no Carreira Solo!

Dando continuidade ao post O que são NDAs? (link), vejamos como eles se comportam no universo freela!

O freela, em sua generalidade, é um prestador de serviço por excelência. É redator, programador, desenhista, advogado ;) , ilustrador, publicitário, etc.

Em outras palavras, trabalha por meio de contratos regidos pelo Direito Civil, não o direito trabalhista, o que traz grandes conseqüências.

Trataremos hoje do dever de sigilo do freela.

Do Not Insert the Secrecy Folder
Creative Commons License photo credit: MarkWallace

Importa ressaltar que esse dever tem origem no que nós, os iniciados na difícil e milenar arte do juridiquês, chamamos de cláusula geral dos contratos.

Significa dizer que, como norma de ordem pública, permeia TODOS os contratos no Brasil (e, em alguns casos, fora dele). Ou seja, não é exclusividade do freela.

Dito isso, o que caracteriza o trabalho do freela? Informação. O seu cliente te fornecerá muita, mas muita informação acerca do que ele pretende fazer, ou melhor, do que ele pretende que VOCÊ faça ou dê um jeito para que seja feito.

Normalmente são informações valiosas que podem ser: a) copiadas, b) utilizadas para concorrência desleal, c) divulgadas com intuito de difamação, etc.

Isso significa responsabilidade penal, responsabilidade civil, perda de credibilidade e um lugar a menos no céu para o inconfidente.

A BOA-FÉ OBJETIVA impõe aos contratantes um comportamento de lealdade e confidencialidade independentemente da assinatura de NDAs ou, em português, dos termos de confidencialidade.

O que isso significa? Significa, e isso é óbvio para todo mundo que teve uma boa educação em casa, 1) que não interessa ao Direito proteger contratantes que agem com dolo de se beneficiar ilicitamente em detrimento da outra parte, e 2) que não é porque não foi pactuado o sigilo que você não deve guardá-lo.

Ué, e pra quê servem os NDAs, TCs, ACs e afins? Reitero o que já disse no post acima:

Não significa dizer, contudo, que termos de confidencialidade são inúteis. Pelo contrário, por meio deles, é possível modular e relativizar essa proteção – se necessário para adequação dos interesses econômicos envolvidos –, ou mesmo pré-determinar as conseqüências civis relativas à indenizações por perdas, danos, lucros cessantes e afins.

Significa dizer que um bom NDA trará para as partes envolvidas (e para o juiz, se necessário) elementos objetivospara fixar indenizações, determinar a extensão do sigilo, hipóteses de exceção, etc.

Faça como o Jaiminho: Evite a fadiga! Celebre NDAs sempre que possível.

Direito & Mercado – Quem disse que o Direito não pode ser legal?

Se você gostou desse post, leia também:

  1. O que são NDAs? (publicado)
  2. Como extrair o máximo de seu advogado – para freelas
  3. O Globo vs Petrobrás
  4. Quando custa criar um contrato personalizado para prestação de serviços?
  5. Acordos ou termos de confidencialidade (a publicar)

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  • http://www.amaisdesign.com.br Micheli Santos

    olá amigão!! Desculpe o “amigão”, mas tenho acompanhado seus textos já há algum tempo, então você já me é muito familiar, rs.
    Olha só, sou designer de formação e iniciei minha segunda faculdade este ano, por acaso, Direito! Mas estou fazendo mais a título de conhecimento, não pretendo exercer, a não ser que seja em algo ligado a minha área, como por exemplo, direitos autorais, marcas e patentes, por aí.
    Falando em direitos, a imagem que você está usando neste post, com o cd e o cadeado, tem a assinatura (marca d’água) de um banco de imagens bastante conhecido. Bem… acho que não preciso falar mais nada né!? abraço!

  • http://www.amaisdesign.com.br Micheli Santos

    olá amigão!! Desculpe o “amigão”, mas tenho acompanhado seus textos já há algum tempo, então você já me é muito familiar, rs.
    Olha só, sou designer de formação e iniciei minha segunda faculdade este ano, por acaso, Direito! Mas estou fazendo mais a título de conhecimento, não pretendo exercer, a não ser que seja em algo ligado a minha área, como por exemplo, direitos autorais, marcas e patentes, por aí.
    Falando em direitos, a imagem que você está usando neste post, com o cd e o cadeado, tem a assinatura (marca d’água) de um banco de imagens bastante conhecido. Bem… acho que não preciso falar mais nada né!? abraço!

  • http://www.arake.com.br Henrique Arake

    Não se preocupe! Sinta-se em casa! Já é praticamente da família!

    Quanto à imagem do post, você está certíssima, é uma imagem protegida e, pra ser sincero, só está aí por preguiça de revisar todos os meus posts. Farei agora, obrigado por chamar a atenção! E boa sorte com a propriedade intelectual! Você vai precisar! :D

  • http://www.arake.com.br Henrique Arake

    Não se preocupe! Sinta-se em casa! Já é praticamente da família!

    Quanto à imagem do post, você está certíssima, é uma imagem protegida e, pra ser sincero, só está aí por preguiça de revisar todos os meus posts. Farei agora, obrigado por chamar a atenção! E boa sorte com a propriedade intelectual! Você vai precisar! :D

  • http://naejcomp.site50.net/ Jean

    Olá.
    Muito interessante o conteúdo do site. Tenho uma dúvida. Sou desenvolvedor de sistemas e gostaria de saber se preciso utilizar um NDA, visto que tenho acesso à diversas informações confidenciais de clientes.

  • Anonymous

    Rapaz, desculpe a demora em respondê-lo. Na verdade, eu JÁ te respondi, mas o “Disqus” apagou a resposta sozinho….

    Bom, o que vai determinar essa necessidade é o grau de sigilo que seu projeto envolverá. Na verdade, como quem tem acesso às informações confidenciais é você, o risco de quebra de sigilo é… bem… sua própria boca, compreende?

    O NDA, como expliquei no meu post, é, basicamente, um “vamos estabelecer as regras dojogo: o que acontece se um de nós quebrar o sigilo?” A Lei já dá essa resposta, mas ela deixa a cargo das partes contratantes estabelecerem as minúncias.

    Se você não o fizer, o Juiz (se necessário) o fará. É simples assim! :D

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