Minha modesta opinião sobre a patrulha do politicamente correto
Antes de mais nada, não li piada nenhuma, nem sei quem é Danilo Gentili e pouco me importa o mal-estar que a tal piada, que ainda não li, causou nas pessoas.
Mas um e-mail de um colega indicando um post sobre como fazer piadas é uma forma de esconder e exercer seu preconceito de forma, em tese, isenta.
Repito… em bom português? Tô cagando. Este post é para divulgar para todos um antídoto secreto e miraculoso, passado de geração em geração, para proteger aqueles que se sentem afligidos e oprimidos por piadas de mau-gosto, ataques de gracejos e outras grosserias.
Ou vocês acham que sobrevivi 27 anos sendo japonês, magricela, monitor de dança de salão, nerd e, agora ainda por cima, advogado?
Acho que se as pessoas não se levassem excessivamente a sério, menos brios seriam feridos, menos guerras seriam levadas a cabo para defender orgulhos ofendidos e piadas de mau gosto seriam julgadas por sua mesquinhez e insignificância como um comentário impróprio feito por uma criança impertinente e não como o símbolo que justificaria a personalização de seu emissor em arauto de toda uma (essa sim supostamente construída) classe de preconceituosos.
Por mim? Que se danem todos. Acho que em algum desenho da minha infância me ensinaram que paus e pedras podem me ferir mas palavras só me atingirão se EU permitir.
Sei que parece um post meio Pollyanna adolescente vai à terra dos bichinhos felizes, mas funcionou bem para mim.
O final do desenho, lembrei, termina com o pobre gato sendo atacado por um dicionário, mas foi só uma malandragem retórica.
Direito & Mercado – Quem disse que o Direito não pode ser legal?
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Piadas de mal gosto são inventadas por aqueles que não entendem as belezas e dificuldades de cada um, são pessoas que não possuem sensibilidade suficiente para entender que a vida é única e cada um tem a sua pra cuidar.
Pois é Henrique, a gente acaba entendendo melhor quado sofre, rs, eu tb não teria sobrevivido a escola, sendo magrela, usando óculos e aparelho freio de burro, se não tivesse conseguido entender que essas pessoas precisam da nossa compreensão.
Hoje tb como “quase” advogada, aluna de dança de salão (será que todos os sofredores do colégio viararam bailarinos e advogados rs), compreendo e entendo as pessoas que precisam se utilizar de tal estímulo perante as outras pessoas para se sobresairem ….
Grande abraço!!!
Milena