
Esse post se dirige aos profissionais liberais que lidam com clientes, mas não são advogados(aprenda como fazemos), para os clientes que se comportam dessa maneira (sim, nós conhecemos suas estratégias) e para advogados iniciantes (não deixem que façam isso com vocês).
Existem os clientes sinceros, com problemas reais, que precisam de sua ajuda ou de seu conselho e ficarão felizes em confiar em sua expertise!
E existem os clientes… não tão sinceros… clientes que, na falta de um adjetivo melhor, chamarei carinhosamente de malandros!

Vamos imaginar a seguinte situação (qualquer semelhança com a realidade é e sempre será apenas o reflexo da minha inacreditável habilidade de imaginar o mundo como ele realmente é -cofcof):
- Dr. (sempre nos chamam de doutores…)! Como o sr. está! “Comançalevú”! Fui indicado por fulano que me falou muito bem de você! (Tradução: como temos amigos em comum espero um desconto nos seus honorários, mmmkay?)
- Que bom! E o que posso fazer pelo Sr.?
- Na verdade… não é bem um problema, entende? É mais pra conversar um pouco pra tirar uma dúvida, entende? (Tradução: QUERO SUA CONSULTORIA
, mas não estou afim de pagar por ela) Além do que, eu meio que já tenho uma idéia do que quero fazer, entende? (Tradução: eu ACHO que sei do que estou falando, mas como todo mundo sabe, o cliente nem sempre tem razão, certo?)
- Sim, sim, entendi, mas e então o que posso fazer pelo Sr.?
- Meu problema é o seguinte… (contaproblemadescreveproblema… dá uma risada…contaproblemacontaproblemafim), entende? (Sim eu também, hipoteticamente, estaria irritado com esses “entendes”) Então, o que o sr. acha?
Nesse momento você se lembra que, na maioria esmagadora das vezes, não é bom responder a uma consulta de supetão, certo?
- Então, a situação é realmente interessante… mas não me sinto à vontade para responder uma questão dessas sem fazer uma pesquisa mais aprofundada, tudo bem? O que acha de formalizarmos essa consulta em um parecer, o senhor verá que…
- OPA, OPA… hehe… não estava pensando em nada nesse nível, na verdade é só uma dúvida simples, entende? (Tradução: o que realmente quero é uma consulta gratuita…)
- Claro, perfeitamente, o problema é que não fico confortável em dar uma resposta definitiva. Seria irresponsabilidade da minha parte.
- Mas não daria para você me dar nem um norte? Pra eu ver se compensa fazer um contrato? (Tradução: eu realmente QUERO uma consulta gratuita)
- Bom, já que o senhor não está interessado em um parecer mais completo…
- Isso mesmo!
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- … claro que posso te dar algumas orientações bem superficiais sobre o assunto…
- Ótimo, é só isso que eu quero! Aliás, eu vim indicado pelo Fulano
, como o doutor se lembra…
- … sim, certamente!
Vamos formalizar uma consulta verbal, então, tudo bem? O valor é R$ xxxx,00! Ok?
- … anh… mas, mas…. #mimimi
- Certamente, o Fulano explicou que meu trabalho é um pouco diferente dos de outros advogados, eu sempre cobro pelas minhas consultas.
- É… vamos fazer o seguinte, eu vou pensar… e te retorno, tudo bem?
- Ok, obrigado!
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Direito & Mercado – Quem disse que o Direito não pode ser legal?


[...] quando os ensinei a lidar com clientes malandros? Vamos agora aprender como não perder tempo com os mesmos clientes [...]
[...] quando os ensinei a lidar com clientes malandros? Vamos agora aprender como não perder tempo com os mesmos clientes [...]
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[...] Lembram-se quando os ensinei a lidar com clientes malandros (link)? Vamos agora aprender como não perder tempo com os mesmos clientes malandros! [...]
Já havia lido, reli e continuo achando este post impagável (o trocadilho é involuntário), um dos seus melhores, sem dúvida! Parabéns, de novo!
Valeu, minha cara!