October 1st, 2009 § § permalink
Einstein, o paradigma do cientista do século XX, com sua teoria da relatividade geral
(e depois a teoria da relatividade especial
) afirmou, para surpresa da comunidade científica da época, que não só o espaço
era relativo, mas que o tempo
também o era!
Por essas teorias, à velocidades próximas a da luz, ou em ambientes com gravidade extremamente intensa, o tempo se movia mais devagar. Vale dizer: quanto mais intenso o campo gravitacional, mais lento o tempo se move!
Interessante, não? O tempo não é absoluto, mas é relativo, ou seja, depende das condições em que o fenômeno está sendo observado.
Inovador? Nem tanto. O judiciário, há muito tempo, já descobrira isso: quanto mais intensa a gravidade de um processo, acredite, mais lento ele se moverá!
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September 27th, 2009 § § permalink
Imagem por PLS (link)
Olá, queridos leitores!
Como estão? Beleza! Logo que lancei o Direito & Mercado, vários leitores, principalmente oriundos do Carreirasolo.org, pediram modelos de contrato para utilizarem no seu dia a dia. Todos sabem que não concordo com a utilização de modelos de contrato indiscriminadamente, mas eles podem ser bastante úteis.
Assim, publiquei uma série chamada “Como redigir um contrato” em quatro partes que resolvi agrupá-las neste post para facilitar a pesquisa, tudo bem?
No “Como redigir um contrato – parte 0” introduzi o assunto e expliquei os motivos e razões que justificam utilizar um modelo de contrato.
Por seu turno, no “Como redigir um contrato – parte 1” procurei desmistificar os contratos, conversamos sobre a liberdade contratua.
Já no “Como redigir um contrato – parte 2” apresentei os elementos essenciais de um contrato.
No “Como redigir um contrato – parte 3” conversamos sobre as famigeradas cláusulas resolutivas (também conhecidas como rescisórias).
Por fim, no “Como redigir um contrato – Parte 4” fechamos os tutorial com os termos e condições contratuais (para usuários avançados)
.
Ah… e como a cereja do sorvete, o “Como redigir um contrato – epílogo” em que dei uma surpresa para os leitores mais fiéis.
Aí está, meu caro, o tutorial completo sobre como redigir um contrato.
Além desses posts, para completarmos o COMBO sobre como redigir um contrato, seguem abaixo mais alguns posts interessantes:
Primeiro temos o post sobre a importância da diferença entre rescisão e resolução de um contrato: “Da importância da diferença entre rescisão e resolução“.
Depois, temos o post sobre Acordos ou termos de confidencialidade (a publicar), em que discutimos o que são, pra que servem e qual sua importância para o empresário. Temos a versão para Freelancers e autônomos no NDAs para Freelas (Dever de sigilo).
Ah, e por fim, o Contract Killer (versão tupiniquim), leiam… vale a pena!
Direito & Mercado – Quem disse que o Direito não pode ser legal?
September 25th, 2009 § § permalink
Olá, caros leitores! Como vão vocês?
Novidades relativamente ruins para você que é dono de lanchonete
, bar, boteco, “motel (whisper-whisper)”…
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que qualquer QUALQUER estabelecimento comercial que tenha um sonzinho ambiente para entreter seus clientes deve recolher a famigerada taxa ao ECAD
.
Hotéis, motéis, restaurantes, lanchonetes, bares, boates, butiques. Não importa qual o segmento do estabelecimento comercial: se transmite obra
musical![[bb]](http://boo-box.com/bbli)
para entreter a clientela, deve pagar direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vem entendendo dessa forma em diversos julgados, tanto que já editou súmula sobre a matéria desde 1992.
#senãovejamos?
September 23rd, 2009 § § permalink
Por favor, interrompa-me se já conhecer essa história, tudo bem?
Manhã de uma terça-feira de trabalho! Você está feliz! Por que não estaria? A vida de um autônomo bem sucedido é feita de breves e raros encontros lucrativos. Lucrativos o suficiente para compensar todo aquele tempo de ócio criativo
, mas não-remunerado… É isso, hoje temos uma reunião com um cliente! Portfólio? check! Powerpoint?Check! AQUELE sorriso vencedor? Oh, yeah baby!
08:25… “opa, cheguei com folga! Faltam cinco minutos!”
08:30… “Ele deve estar chegando”
08:35… “any moment now”
08:40… ‘”putz, que sapato apertado que escolhi… será que aconteceu alguma coisa?”
08:50… “ligo? Não ligo? Não quero parecer ansioso…”
09:00… 09:10… 09:30… 10:0000000
É, amigo… acho que seu cliente não vem!
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September 13th, 2009 § § permalink
Caríssimos leitores, como vão vocês?
Então, agora que já cumpri as formalidades, vamos ao que interessa.

Li, novamente, “A Lógica do Cisne Negro“, do Nassim Taleb, e pretendo ler mais algumas vezes! É difícil você encontrar um livro sobre epistemologia da ciência e, principalmente, sobre finanças que realmente te dê vontade de estudá-lo. Via de regra, esse tipo de leitura não-ficcional só cai no nosso colo por obra e graça de professores carrascos que pensam que não temos mais nada a fazer nessa vida do que ler, em uma semana, o que ele demorou um mês para ler, né?
Mas esse livro é realmente MUITO BOM! Principalmente porque ele joga na sua cara os erros de indução que freqüentemente cometemos.
Uma passagem que achei bastante interessante é como ele expõe que tudo aquilo que discutimos na academia não é aplicável na realidade. Em outras palavras, enquanto que (nas boas universidades) aprendemos e somos treinados a sermos céticos e críticos com relação às idéias que ali são expostas, quando investimos nossas poupanças, por exemplo, tendemos a confiar cegamente nos administradores de fundos e em suas “curvas em forma de sino” (alusão à distribuição normal de probabilidades gaussiana).
Mas não é só! É uma leitura realmente incômoda, pois retira o leitor de uma posição confortável e segura e o coloca frente a um mundo complexo e repleto de incertezas.
Com o uso inteligente de metáforas do tipo “a falácia do peru no dia de ação de graças”, o autor traduz conceitos matemáticos e estatísticos complexos em algo palatável.
Grande leitura! Quem já tiver lido, por favor, comente abaixo e vamos trocar impressões!
Ah, sim… esse post não é patrocinado, beleza? Quem me dera fosse!
Direito & Mercado – Quem disse que o Direito não pode ser legal?
September 13th, 2009 § § permalink
Esse post se dirige aos profissionais liberais que lidam com clientes, mas não são advogados
(aprenda como fazemos), para os clientes que se comportam dessa maneira (sim, nós conhecemos suas estratégias) e para advogados iniciantes (não deixem que façam isso com vocês).
Existem os clientes sinceros, com problemas reais, que precisam de sua ajuda ou de seu conselho e ficarão felizes em confiar em sua expertise!
E existem os clientes… não tão sinceros… clientes que, na falta de um adjetivo melhor, chamarei carinhosamente de malandros!
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