
Em 16.06.09, publiquei um post entitulado “Tenha o seu advogado (link)!” no Direito & Mercado (link), em que conversei, rapidamente, sobre a necessidade de se ter um advogado de sua confiança. Alguém para se consultar ANTES de realizar um projeto, ou seja, preventivamente, e não reativamente, ou seja, quando o problema já tiver ocorrido.
Foi um texto bastante interessante, que teve boa repercussão.
Porém um comentário, que não publiquei porque não gostei da linguagem utilizada, me deixou incomodado. Reproduzi-lo-ei (caramba, hein?) abaixo, com o português corrigido:
“Post fora da realidade. Em (cidade de origem), um advogado iniciante ganha em torno de 900 a 1.100 reais, olhe os classificados no site da oab (daquela região), e no resto do Brasil não muda muito. Não sei em que planeta você, vive mas se eu ganhasse 2500 por mês estaria feliz da vida. Sou advogado, fui aprovado no exame da oab logo na primeira vez que o prestei, estagiei na área durante os 5 anos de curso e tive dificuldades de entrar no mercado”.
Por onde começar?

photo credit: Goddard Photo and Video Blog
Peço licença, ou, em juridiquês, data venia, tem muita gente que ficaria feliz da vida até com menos que R$ 2.500,00! Que legal! Parabéns! Eu não.
Minha realidade é parecida com a descrita: também sou advogado, passei de primeira no exame da ordem e sempre estagiei na área.
A diferença é que, modéstia à parte, não considero que tive grandes dificuldades para entrar no mercado de trabalho e, muito menos, me contentei com um salário de R$ 2.500,00, sempre busquei mais do que isso.
Na minha opinião, a adequabilidade de um salário não pode ser aferida em termos absolutos, mas em comparação ao valor do profissional.
Particularmente, considerando a dedicação com que realizo meu trabalho, a extensão das minhas pesquisas para cada caso que pego, bem como o meu currículo escolar e profissional, sei o valor que o mercado me dá, mas, principalmente, sei o valor que EU me dou, e ele não é baixo.
Respeito a opinião de quem se contenta com valores mais baixos se está ciente de que sua capacitação profissional não lhe dá espaço para exigir mais. Porém, se você se considera um profissional capacitado, experiente, criativo, etc., mas se contenta com um valor baixo… bem, aí não.
Aí o problema é de auto-estima.
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