
Quem acompanha o que escrevo por aqui já notou que, sempre que posso, indico algumas leituras. Já fiz isso com o ” A Lógica do Cisne Negro”, um livro excelente, mas que, infelizmente, não conheço ninguém que tenha lido para trocar impressões e com o “Fooled by randomness”.
Nesse post, falarei sobre o último livro que li, nesse feriadão, o Freakonomics.
Aproveitei o Carnaval para começar e terminar a ler a versão ampliada do livro Freakonomics, escrito em parceria por Steven Levitt (economista) e Stephen Dubner (jornalista).
Como se trata de um best-seller, presumo que a maioria de vocês já saiba que se trata de um livro em que os autores procuram trazer conceitos complexos de microeconomia e economia comportamental (entre outros) para assuntos não relacionados com finanças, mercado, bolsa de valores, capacidade instalada, etc. Em suma, toda aquela parte que você NÃO lê/escuta nos jornais, apesar de trazerem informações vitais para se compreender a maior parte dos assuntos que se comenta por aí com “propriedade”.
O bacana do livro é vê-los descontruir a maioria dos “sensos-comuns” que pululam por aí. Erros e acertos na educação de crianças, a ausência de correlação entre dinheiro e sucesso em eleições, influência de campanhas de desarmamento no nível de violência nas ruas, etc.
Mesmo se você jamais assistiu a uma aula de economia na vida ou se sua matemática do segundo ano do segundo grau (probabilidade e estatística) está um tanto enferrujada, não tem problema. O livro foi escrito por um economista, é verdade, mas contou com a participação de um (bom) comunicador social, então ele tem muito pouco, senão nenhum, economês.
Recomendo a leitura atenta, entretanto. Não caia na besteira de atacar as ideologias, os valores e a política que você acha que está por trás do texto porque, falando francamente, não há nenhuma.
O que há é um texto provocativo que mexe com instituições bastante sólidas nas nossas vidas, mas de uma maneira objetiva e é nessa objetividade que ele deve, se for sua intenção, ser atacado.
Suas conclusões são lógicas, não passionais. Não importa o que digam por aí.
E, para ajudar, eles publicaram um guia de estudos muito BOM que pode ser encontrado nesse link.
Quem se animar e quiser discutir o texto, seja muito bem-vindo!
Henrique Arake
Se você gostou desse post, leia também:
- Indicação de leitura: De Facto and De Jure Property Rights: Land Settlement and Land Conflict on the Australian, Brazilian and U.S. Frontiers
- Recomendação de leitura – A Lógica do Cisne Negro


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