O prof. Kanitz, em seu blog, escreveu um post entitulado “Custo da Regulamentação” que, segundo minha leitura, enaltece a postura do chamado “movimento de qualidade total”, criticando a mentalidade dos Governos atuais que, em vez de buscar a meta de “zero defeitos”, criam mega-estruturas reguladoras dos efeitos de um processo produtivo ruim.
Postei um comentário que achei por bem reproduzi-lo em um pequeno post aqui.

photo credit: Oran Viriyincy
O post do prof. Kanitz traz um dos conhecidos vídeos TED (acessem o post dele para entenderem do que estou falando) em que o expositor apresenta, numericamente, o desperdício que a aposição de placas de “PARE” nas ruas representa para a sociedade em termos de gastos desnecessários de gasolina na aceleração e tempo dispendido com o carro parado.
Independentemente de pararem o carro ou não, o problema aqui é de eficiência das políticas públicas.
Dado um determinado objetivo a ser alcançado, é melhor um controle de qualidade a priori ou um damage control a posteriori.
Se bem entendi o post, a resposta é: nenhum dos dois isoladamente.
Se existe um padrão presente em toda sociedade ocidentalizada, esse padrão é o maniqueísta “ou 8 ou 80″.
A verdade é que, assim como não é possível um controle perfeito a priori do resultado da produção, fica muito caro restringir a liberdade dos atingidos para que se adaptem a uma estrutura defeituosa desde o nascimento.
Minha solução ideal seria: controle ótimo (considerando-se os recursos disponíveis, e não quantidade de produção) a priori e fiscalização efetiva a posteriori com mecanismos de responsabilização não pigouviana dos produtores.
Como fazer isso? Não tenho a mínima idéia, mas EI, eu sou só um advogado!
Conte a história para seus amigos!
Tagged controle, Kanitz, pigout, qualidade, qualidade total, regulação, TED
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Jogando na retranca Arake? Olhá lá hein
Isso envolve muito mais do que design infelizmente, não existe um projetista específico para sinalização, vejo isso por aqui na Zona Leste onde não temos iluminação adequada muito menos placas de sinalização devidamente colocadas. Já tem uns dois anos os ônibus pulam umas lombadas, claro que a moral da mãe do motorista entra em jogo nessa.
O problema realmente é de politicas públicas, porém mesmo agindo o processo pode demrar de 2 a 3 anos, varia de acordo com o candidato disposto a ajudar a região em troca de votos =/
É ridículo mas é real ¬¬
Não gosto de política, e nem pretendo seguir carreira, mas ô rapá, eu sou apenas um designer! Né?
Fala, Alexandre!
Concordo contigo, mas meu problema é outro. Ali a questão é o seguinte, ou invisto muito em controle/regulação para tentar evitar o problema, ou em fiscalização/reparação para depois que o problema ocorre. Um dia ainda posto algo mais técnico, mas tenho medo da galera correr de equações.
Existe um ponto após o qual não compensa investir em controle a priori (antes do problema acontecer)… os custos não compensam os benefícios da diminuição do risco. Porém alguns danos não podem ser reparados. É divisão por zero, dá poof.
Fica mais fácil de entender lendo o post original, mas acabei de ver que o link tá quebrado. Tem um link alternativo aqui: http://contextopolitico.blogspot.com/2010/03/o-custo-da-regulamentacao-por-stephen.html