
Bom dia, amigos leitores!
Como vão vocês? Eu vou bem, acabei de terminar a maior contestação que já escrevi na vida. Espero não ter jogado pérolas aos porcos e que ela seja muito bem lida. Sabem aquela expectativa que fica ali guardada na boca do estômago quando se encerra um projeto importante? Pois bem, é exatamente como me sinto. Pode dar errado, mas espero (e acredito) que não dê.
Otimista? Sem dúvida! Sou muito otimista. Acredito em novos projetos, iniciativas inovadoras, startups, empreendedorismo NA VEIA!
Mas não é disso que quero falar. Meu papel aqui, como pretenso formador de opinião, não é impor a minha visão de mundo, meus valores políticos, minha ideologia de vida, mas trazer informações de alguma forma úteis para o seu dia-a-dia.
E a sugestão de hoje é: não façam como eu, SEJAM PESSIMISTAS!

photo credit: h.koppdelaney
- TAKEOPARIU, esse japonês ficou doido de vez. Nunca antes, NA HISTÓRIA DESSE PAÍS, alguém teve a pachorra de dar um conselho podre desses.
Ah, é, “Pollyanna vai ao parque”? Pois muito bem, todo mundo sabe que, quando estamos diante de um novo projeto, dizemos para nós mesmo, e buscamos terceiros que reforcem essas opiniões:
- Seja proativo!
- Acredite em você!
- Diga o que pensa, seja verdadeiro!
- O Brasil é o país das oportunidades, do empreendedorismo, tenha coragem e arrisque!
- Acredite em Deus, ele não te deixará desamparado!
Quem aqui não ouviu de si e de outros frases parecidas? E elas são muito boas de se ouvir, o mundo se torna uma grande aquarela e você é o pintor do seu destino! VÁ EM FRENTE, CAMPEÃO! Eu estou ali do seu lado!
Mas e quando tudo dá errado? Porque… você sabe… as coisas PODEM dar errado. Você tem, e eu também, um “homúnculo” dentro da nossa cabeça, ali do lado da nossa alma, dizendo “olha… cuidado… cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém…! Se eu fosse você (e, de certa forma, eu SOU você), não faria isso… é arriscado demais…”
Bom, sabem o que acontecem? TODOS OS DEDOS DO MUNDO irão apontar para você dizendo “I told you so“!
Vivemos, portanto, em uma sociedade que NÃO VALORIZA O EMPREENDEDORISMO!
Sim, nós brasileiros, não importa o que digam por aí, não valorizamos o empreendedor, o criativo, o “ponta-de-lança”, aquele que explora as fronteiras do conhecimento e volta para o centro contar o que observou.
Brasileiros gostam de catástrofes, desgraças humanas e, principalmente, da inércia e da preservação do status quo.
Essa reportagem é um claro exemplo disso!
Ora, é muito fácil e economicamente interessante ser um pessimista profissional! Duvidam de novo? Vamos tomar como base o seguinte pressuposto: o pessimista profissional SEMPRE apresentará previsões… pessimistas, cautelosas, anunciando o fim-do-mundo a cada ano-novo, tudo bem?
1) Se acontecer algo ruim: “Esse cara é um visionário!” (quanto pior, melhor nesse caso)
2) Se acontecer algo bom: “Esse analista é cauteloso… precavido”
Agora, vejamos como os mesmos cenários seriam interpretados para um otimista:
1) Se acontecer algo ruim: “Imprudente, irresponsável, burro, ingênuo” (quanto pior, pior)
2) Se acontecer algo bom: “Golpe de sorte, isso pode não se repetir…”
Ou seja, o pessimista, ao contrário do otimista, capitaliza em qualquer cenário futuro!!! Vale dizer, É MUITO BOM SER PESSIMISTA! Não consigo pensar em nenhuma justificativa para convencer vocês, caros leitores, a serem otimistas como eu sou.
O otimista salta de uma árvore para outra se observar uma boa oportunidade. O pessimista preferirá, sempre, esperar que o galho cresça até que chegue à outra árvore. “Cautela e canja de galinha…”
Por isso, segue a recomendação desse post: SEJAM PESSIMISTAS. O mundo ser-lhes-á muito seguro e tranqüilo (e, porque não, RENTÁVEL, se sua profissão for de consultor ou colunista).
Deixem o otimismo para pessoas que, como eu, não vieram a essa vida a passeio e pretendem fazer alguma diferença!
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